quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Pura Liberdade



 Essa poesia eu escrevi a alguns anos, antes de vir para Porto Alegre...

 

Nada como ser borboleta colorida que voa traçando seu próprio caminho
Que passa deixando somente a beleza de sua impressão
Que parte levando somente um pouco mais de liberdade do pouso de então
Que em cada parada se agrega no voo da libertação

Nada se compara à borboleta que voa e se expande
Não se preocupa em levar do lugar que partiu mais que a sua liberdade de seguir
Livre, serena e liberta na persistência da vida encantar e florir
Com as cores da autenticidade que só quem é liberto pode usufruir

Cores que não se comparam com essas misturas que fazem ai
Livre é a borboleta que voa e não deixa a vida lhe desbotar
Com essas tantas lavagens na alma tentando diariamente os voos parar
Insinuando que a mistura de cor da liberdade é prejudicial ao andar

Vida que pregam, liberdade massacrada que insinua para não sair jamais do casulo e achar que a vida é isso daí
Acomodar-se com a escuridão e as migalhas que jogam para a gente sorrir
Viver nessa depreciação e achar que não há nada pra descobrir
Definhar lentamente achando a felicidade é se auto inibir

Livre e feliz é a borboleta, que não se deixa alienar, por essa sociedade que faz a gente
Envergonhar-se do voo que lateja lá dentro que poderia fazer-nos virar
Borboleta que vê que a vida não é o casulo o lugar para morar

Por isso eu ainda vou ser borboleta liberta sem nada a me  prender
Levando a cor que nasceu comigo e me faz distinta ser
Buscando nada mais que a permanência do voo liberto, para sempre borboleta, poder me manter.

domingo, 26 de agosto de 2012

Teia em Construção


Compartilho com vocês uma letra de minha autoria a qual gravei e cantei para a semana da Pátria na época  que fazia o técnico em contabilidade no colégio Ponche Verde. A apresentação foi complementada com uma encenação da turma de técnicos em contabilidade os quais representaram  a construção de uma teia gigante, de fios dourados,  que se compôs pelo tecer de toda turma. A ideia da encenação também foi de minha autoria. A apresentação foi no Ginásio de Esportes  e contou com um público de aproxidamente 2 mil pessoas. 



  
TEIA EM CONSTRUÇÃO

Na teia da vida constante seguimos
levando luta e sonhos que possuimos 
para alcançar a realização

Cada fio que lançamos é um ideal
Mostrando um caminho
Apontando um sinal
De que há pra tudo uma solução

Não há, nada imposssível de realizar
Basta tecer os sonhos e acreditar 
Que a vitória será, realidade

% Porque é assim;
A vida é uma teia em construção
Os nossos sonhos são a razão
A nossa busca é poder
Que constrói e faz tecer um novo destino
Abrindo as portas no nosso caminho
Nos dando a chance de vencer 
De Vencer

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O que é Comunicação Estratégica nas Organizações

Garimpando meus arquivos da faculdade, encontrei essa resenha que fiz  (no primeiro semestre de RP) sobre o livro "O que é Comunicação Estratégica nas Organizações" de  Ivone de Lourdes Oliveira. Depois de concluida a graduação, com mais força posso entender, o quão verdadeira e profunda é a análise da autora. Por isso, resolvi compartilhar minha resenha. Ótima leitura para você!


      O QUE É COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA NAS ORGANIZAÇÕES

A sociedade contemporânea capitalista caracteriza-se pelo mundo globalizado e pelo papel predominante da tecnologia da comunicação e do conhecimento. Neste contexto, as relações sociais bem como as organizações exercem um papel distinto de antes, onde apenas o capital exercia um papel central, e assim, as relações entre organizações e trabalhadores eram muito mais verticais e assimétricas.
No contexto atual, surgem novos valores que norteiam o mundo das organizações e públicos. Graças à facilidade de informações e comunicação, as pessoas passam a cobrar mais e exercer a cidadania. A responsabilidade das instituições também aumenta. Destarte, estas precisam repensar sua atuação e interação com a sociedade em que se inserem.
 Hoje o trabalho não se caracteriza mais como uma atividade puramente mecânica, mas, uma ação que requer conhecimento. Este é mais importante para as nações do que o próprio capital financeiro. Nesta óptica, o trabalhador é desafiado a usar o seu conhecimento, participando ativamente da sociedade e contribuindo para com ela, bem como para com as organizações em que atua. Assim, é crucial para essas adotar novas políticas de interação com seus públicos. Neste cenário a comunicação organizacional se destaca e passa e ser inserida nas grandes decisões e estratégias.
O papel da comunicação organizacional vai desde a elaboração de políticas estratégicas de comunicação até o acompanhamento das mudanças e antecipação dos impactos destas para a empresa. Com uma sociedade mais democrática onde as pessoas se manifestam e se organizam livremente e assim também, cobram mais por seus direitos, a postura das organizações tende cada vez mais a se caracterizar para a abertura ao diálogo.
 Destarte, a comunicação institucional deve estar em sintonia com os grandes temas mundiais e atualizar-se constantemente em relação às novas tecnologias. Percebe-se que a comunicação já não é somente informativa, agora é preciso que ela esteja dialogando diretamente com o meio social e conciliando interesses.
A nova comunicação  se desafia a ser um elo de ligação entre pessoas e empresas, promovendo o feedback e sempre levando em consideração o contexto a que se dá o processo de interação entre esses. 
Assim surge o chamado espaço comum, onde a comunicação administra os interesses, as divergências. Desta forma, valoriza-se a intersubjetividade entre os sujeitos onde se dá a construção de sentidos e se faz possível o alcance de resultados a partir dessa troca. Nessa égide, a comunicação face a face  se destaca como uma ferramenta primordial para a edificação do entendimento e dos benefícios recíprocos entre organização e público, pois na sociedade contemporânea não há mais espaço para o autoritarismo e para a verticalidade nas relações organizacionais. 
Cada vez mais se exige transparência nas ações. Assim, a estratégia é fator imprescindível para uma organização se posicionar perante a sociedade demonstrando qual a sua razão de ser. E, esta estratégia compreende saber analisar integralmente o cenário e a partir desta leitura, agir construindo sua história, nunca esquecendo de olhar o passado o qual a organização têm sua raízes. 
Este é o papel que os profissionais da comunicação têm a incumbência de desempenhar em uma organização: inserir-se na cadeia das decisões, ser gestor da comunicação, aproximar público e organização em um  diálogo transparente, propor políticas, executar ações, acompanhar o cenário e as mudanças decorrentes da aplicação de um planejamento estratégico.
Para tal, os comunicadores, bem como as lideranças no geral precisam ter uma visão que aceita a pluralidade humana de ideias e saiba conviver com esta diversidade de opiniões e habilidades. Ademais, é necessário que se esteja aberto à mudanças e que se estimule a autonomia das pessoas. Assim, é imperioso que haja por parte dos profissionais de comunicação e líderes, coerência no que tange ao seu discurso e ação. 
Na sociedade moderna, não há organização que se afirme por muito tempo se sua prática não estiver em consonância com seu discurso. Por isso, é válido ressaltar que a comunicação interna deve estar integrada com a comunicação externa, de modo a alinhar as ações e visões da organização com o seu público, pois será muito pouco eficiente traçar ações internas que vão ao desencontro das externas ou vice versa. Isso acaba descaracterizando a identidade e imagem de qualquer organização.
Em suma, na sociedade da informação, as organizações tendem cada vez mais a interagir diretamente com seus públicos estabelecendo uma comunicação simétrica e atuando de forma mais responsável em decorrência do novo perfil de público-cidadão, agora munido de maior conhecimento e liberdade de organização.
 O profissional da comunicação exerce o papel estratégico de criar o espaço – comum onde a comunicação promova o entendimento e o diálogo, conciliando interesses entre as diversas visões que se “chocam” no mundo do trabalho.
                    

domingo, 12 de agosto de 2012

O Espelho do Tempo


Depois de muito tempo sem poder postar, volto a me dedicar um pouquinho ao meu blog. A graduação que agora acabou, me requerera bastante  tempo de dedicação, aliada ao meu trabalho.
Estou postando um pequeno conto que escrevi em um desses meus momentos de encontro com minha subjetividade mais profunda. Boa leitura!



O ESPELHO DO TEMPO

Depois da longa viagem, cheguei na casa onde passei minha infância e boa parte da juventude. Entrei lentamente, com os passos presos, como se me puxassem de volta. Parecia que algo me dizia para não entrar. Mas mesmo assim, prossegui. Adentrei na cozinha, ainda estava lá o velho fogão de lenha, de estampa floreada, e, no chão de madeira, os pontos pretos queimados de brasa que dele caiam e feriam o assoalho. Lembrei-me dos invernos gélidos em que eu ficava a me esquentar ao pé do fogão de lenha até o meio dia, pensando nos amores juvenis, nos sonhos futuros para a vida. Me emocionei com a nostalgia daquele momento pretérito e de repente avistei mamãe saindo do quarto, com a aparência surrada pelo vida sofrida do campo:
            - Minha filha, minha filha, quanto tempo, porque demorou tanto para voltar!?
Apenas abracei-a fortemente, sem nada a dizer. Fiquei a observar os profundos traços do tempo estampados na face de mamãe. Começava a dar-me conta de quanto o tempo havia passado sem que eu a visse.
            - Vem cá, filha, vem ver seu pai. Falou mamãe.
            Me dirigi até a sala. Lá estava papai quase sumido em sua magreza, bem como nos traços do tempo que se faziam ainda mais fortes no seu rosto que no de mamãe. Abracei-o, senti seus ossos e percebi a dificuldade com que se levantara para me cumprimentar. Não era mais o camponês forte o qual arava a terra de segunda a segunda naqueles tempos em que eu estava em casa. Um remorso tomava conta de mim, comecei a pensar porque não tinha arranjado um tempo e voltado antes.
            Voltei meu olhar em direção ao fogão, e, percebi que boa parte do seu floreado já estava desbotado pela ação do tempo, e, comparei-o a meus pais. Aliás, tudo naquela casa -  mesa, cadeiras, louças, paredes - estava deteriorado. Um vento frio começou a bater as janelas e mamãe falou:
            - Filha, encosta a janela.
            Forcei para fechar a velha janela de madeira e quando percebi, caiu uma das dobradiças que lhe asseguravam presa à parede. Um frio tomou meu corpo, como se aquilo fosse o prenúncio de alguma coisa ruim. Mamãe me olhou e falou:
            - Não se assusta filha, é que tu não ta mais acostumada a lidar com essas janelas  né? Não foi nada, vamos chamar o vizinho para dar uma olhada.
            Sentei na velha cadeira de palha, ainda com o coração batendo forte e falei para papai e mamãe:
            - Pois é, eu demorei, mas como o prometido, voltei para buscar vocês. Agora posso lhes dar uma vida digna, como vocês merecem.
            Mamãe me olhara com os olhos fundos e molhados de lágrimas, dizendo:
            - Filha, a gente já não tem mais muito tempo de vida, não adianta sair daqui, não nos adaptaremos mais à outro local. Depois, tu também deve ter tuas coisas para atender, tua família.
            Naquele instante meu coração disparou. Comecei a perceber ainda mais quanto o tempo havia passado sem que eu percebesse. Papai e mamãe realmente já estavam no fim de sua vida e eu nunca havia parado para pensar na minha, em construir  família..., essas coisas todas. Só sabia trabalhar para acumular dinheiro para buscar meus pais para um dia lá no futuro, construir uma família minha. No entanto, sem que eu percebesse, o futuro havia passado por mim.  Naquele momento mamãe me indagara:
            - Filha, com quantos anos tu esta mesmo?
            Comecei a chorar desesperadamente, era como se o mundo desabasse de uma só vez, com tantas revelações que aquele momento de volta pra casa dos meus pais proporcionara. Corri para meu antigo quarto, fechei a velha porta de madeira corroída pelo tempo, sentei no assoalho, e chorando, comecei a me indagar baixinho:
 - A minha família meu Deus, onde está!? E a minha idade? Quanto tempo só pensando em acumular alguma coisa na vida, e perdi os melhores anos de curtir meus pais, viver minha juventude, construir minha família! Agora, o tempo já havia corroído também aquela que seria uma fase preciosa da minha vida.
 Depois de alguns minutos, comecei a observar o meu antigo roupeiro que estava lá no quarto, também arruinado pelos cupins. Em cima dele estavam alguns dos meus brinquedos, desbotados pelo tempo. Uma curiosidade me fizera aproximar-me mais do roupeiro, lentamente fui puxando a velha porta de madeira e a abrindo em minha direção. Subitamente um frio tomou meu corpo, tive vontade de fechá-la, mas algo mais forte me induzia a abri-lá. Nesse instante percebi, ainda intacto o espelho colado no lado interno da porta, era a única coisa daquela casa, a qual o tempo não corroera. Tive medo de olhar-me nele, fechei ligeiramente a porta. Porém, alguma coisa muito forte me puxava a tocá-lo novamente. Não hesitei mais, abri a porta do roupeiro, olhei-me no espelho e percebi que as linhas de expressão do tempo tomavam meu rosto. Meus olhos já não eram os mesmos os quais um dia o miraram. Agora eram fundos, sem viço, assim como minha pele. Percebi o que antes nunca havia notado, o tempo também me corroera.
Desesperadamente, quis quebrar o espelho, dei um murro no vidro. A mão começou a sangrar.  Sai correndo do quarto. Papai e mamãe não estavam mais na casa. Nem quis procurá-los, somente gritei:
- To indo, mas eu volto logo buscar vocês, só vou tentar encontrar uma família para  recuperar o tempo perdido. Eu volto, eu volto, eu volto logooooo!
            - Fátima, Fátima, acorda! Falou a sobrinha que cuidava de mim lá no hospital. Escutei-a comentando com meu irmão: - Acho que ela não está se recuperando muito bem aqui. deve estar tendo aqueles sonhos com o os pais dela.
            - É coitadinhos, há quanto tempo já se foram dessa vida. E a Fátima passou tanto tempo fora, tentando acumular coisas, acabou não vendo mais os pais, ficando sozinha também, e ainda com problemas mentais quando percebeu o quanto o tempo passara, e ela havia o perdido. É, isso é triste!
            Olhei para o meu irmão e minha sobrinha e pedi:
            - Mais um calmante daqueles para dormir, por favor!

domingo, 27 de março de 2011

As tendências que estão mudando a sociedade

Acabei de ler o livro de Faith Popcorn " o Relatório Popcorn" e achei tão bom e aplicável aos nossos dias atuais que resolvi compartilhar algumas tendências levantadas neste, e que são visíveis na nossa sociedade. Para quem não conhece, Faith Popcorn é uma "nostradamos" do marketing e atua em aconselhamento para empresas via análise de tendências. Vale a pena ler o livro, é instigador. Abaixo estão algumas ideias discutidas no mesmo:

Tendência 1- Encasulamento:
Essa tendência trata de um consumidor cada vez mais encasulado, refugiado em sua casa com medo do mundo cruel lá de fora (criminalidade, AIDS, poluição sonora, recessões). Esse consumidor quer paz e o desafio é achar formas de “tocá-lo” sem que o mesmo se sinta agredido. Este encasulamento, segundo Popcorn, também tem a ver com seu estado de espirito, de sua auto conservação. As pessoas querem seus casulos onde quer que vão. Elas desejam distanciar-se de tudo e encontram outras formas de se relacionar com os outros.
Tendência 2 – A Aventura da Fantasia
As pessoas querem, por alguns instantes, viver fantasias que as levam longe do mundo real. Querem coisas exóticas, misteriosas. Há uma busca por aventuras de forma a dar uma pequena escapada da sua própria vida e refugiar-se quem sabe de nostalgia.
Tendência 3 – Pequenas Indulgências
Não há uma ambição desenfreada, mas, desejo de se dar ao luxo de comprar pequenas coisas, caras, mas de grande valor emocional. Essas pequenas indulgências, satisfazem o ego, trazem felicidade momentânea. Isso não é constante, mas esporádico. É uma solução emocional sem ter que se culpar depois. São pequenos mimos, luxos que os consumidores se auto presenteiam por acharem que merecem.
Tendência 4 – Egonomia
O consumidor não aceita ser mais um no meio da multidão. Ele quer se enxergar no produto/serviço oferecido pela empresa. É necessária a sinalização que de o produto/serviço foi feito especialmente para ele. É a era da personalização. As pessoas querem coisas adequadas a sua personalidade, ao seu jeito de ser.
Tendência 5 – Sair Fora
Trata-se de juntar tudo e sair fora. A ambição desenfreada e o stresse do trabalho já não valem mais a pena. O que se quer agora é qualidade de vida. Sair da cidade grande, ir para o interior, montar seu próprio negócio, tudo a um ritmo mais lento. Talvez trabalhar de casa, ter seu escritório domiciliar. As pessoas querem mais do que nunca estar longe dos escritórios frios das empresas. E as empresas controlarão seus funcionários pela produtividade. Cada vez mais se quer afastar-se do estranho e aproximar-se mais da família, dos amigos, levar uma vida mais simples.
Tendência 8 – Consumidor Vigilante
“Estamos fulos da vida e não vamos mais comprar isso”. Essa tendência se configura pelo protagonismo de um consumidor que não aceita mais ser enganado com produtos/serviços que não têm qualidade ou que não condizem com o que anunciam. É um consumidor que se informa e pesquisa antes de comprar. E, pesquisa inclusive as boas práticas (ou não) da empresa a qual ele está comprando e, o qual é capaz de se revoltar contra uma marca e coloca-la no esquecimento. O desejo deste consumidor é que as empresas sejam mais humanas. Ele também quer ser ouvido pelas empresas e saber o que elas pensam. Segundo Popcorn, o que nos fará comprar um produto pelo outro é o sentimento de parceria como vendedor, com a empresa. Se ilustra ai um consumidor participante, cidadão e muito mais consciente.
Tendência 10 – S.O.S ( Salve o Social)
Se ilustra uma preocupação muito grande em relação ao futuro do planeta e ao nascimento de uma nova consciência individual, mas que se ligue ao coletivo pois ações isoladas já não são suficientes. Segundo Popcorn “ fazer o bem não é mais uma opção – é um dever”. O fato ilustra-se tanto por parte dos consumidores que estão mais conscientes em suas ações, separando o lixo, prestando trabalhos voluntários, como por parte das empresas as quais estão mais preocupadas com o social e ambiental.  O consumidor  está de olho nas ações das empresas e nunca tantas empresas passaram a se preocupar com o meio ambiente em suas ações. É o reconhecimento (por parte das empresas) de que a decência pode ser lucrativa. Esta tendência revela um capitalismo mais decente. É uma tendência de fazer o bem, de ser bom.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O que você está fazendo para Mudar o Mundo?


Gosto muito da Revista online Você S/A. Esses dias escutei um podcast onde se fazia menção à possibilidade de você mudar o mundo. Em um primeiro instante parece muito audaciosa, pretensiosa a ideia. Mas se fizermos uma pequena reflexão, veremos o quão possível e verdadeira é a proposição.
Já dizia Gandhi, “ você deve ser a mudança que quer ver no mundo”, ou seja, não espere um mundo melhor ou grandes mudanças se você não se propuser a fazê-las. Precisamos ser o maior exemplo do que pregamos e, aqui especialmente falando de nós comunicadores os quais “pregamos e vendemos” ideias, serve muito a citação de Gandhi.
Especialmente para aqueles que cuidam da reputação das organizações, o ideal de mudar o mundo deve ser verdadeiro, e não apenas uma bela mas falsa embalagem de venda.
 É a velha história, se cada um fizer um pouco, ou o possível, por menor que lhe pareça a ação, o mundo muda. Então, que não esperemos que a mudança venha de fora, e que o mundo seja um lugar mais belo enquanto formos apenas espectadores. E acima de tudo, que não tenhamos medo de expor (e colocar em prática) nossas ideias mais absurdas pois foram de teses assim, oriundas de pessoas chamadas de loucas, (Albert Einstein, Nicolau Copérnico, Nelson Mandela, Santos-Dumont) que a humanidade deu grandes passos. É claro que não precisamos ser nenhum Einstein, mas que nos proponhamos a fazer/ oferecer o que temos de melhor em nossas atitudes e ações.
Então, o que você está fazendo para mudar o mundo?


quarta-feira, 9 de março de 2011

A Importância de viver cada tempo da sua Vida

São vários os degraus que precisamos pisar, nos sustentar e subir para então vencer.
Temos consciência disso, mas ás vezes porém, a pressa da busca nos faz disso esquecer.
E nessa corrida incessante, voraz, e por vezes insana, não conseguimos ver que pulamos as etapas e, dessa forma, não conseguimos amadurecer como deveríamos em cada degrau, para chegar ao cume com toda solidez e consistência suficiente para permanecer e fixar raízes não vulneráveis a qualquer intempérie da vida.
Na ânsia louca do pódio, nos cegamos para as coisas imprescindíveis sem as quais a vitória não será mantida.
 Vivemos nos desafiando a pular o mais alto que pudermos e isso inclui saltar fases que são essenciais para nossa consolidação.
Na verdade, cada degrau nos dá um nível de amadurecimento e, quando pulamos um, ao final ele nos faltará, e a ausência deste poderá sobrecarregar e comprometer toda a nossa estrutura.
Não raro, por termos pulado um degrau - na ânsia louca do cume - caímos lá em baixo de novo para aprendermos que não é o tempo que nos amadurece, mas as experiências e peculiaridades vividas em cada período.
É saboreando e sofrendo a cada fase que sem perceber já estamos nos contagiando com o sucesso.
Saltando degraus, podemos até chegar ao pódio antes, mas com as hastes verdes, sem densidade, com pouca capacidade de florescer e dar frutos sustentáveis.
Qualquer vento pode nos arrancar e, vale lembrar que na altura do pódio ele sopra muito mais forte.
Na altura do pódio a vida não nos permite mais errar com frequência (não, sem  nos alfinetar cicatrizes doidas nas hastes)
No cume, já é mais difícil pegar outro norte e a cobrança é muito maior e sem dó.
E é necessário ser “muitos” mesmo sendo um só!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Por que Alguém Compraria Você?

Já que querendo ou não a programação do carnaval invade as telas, páginas, ruas nesses dias, achei oportuno escrever de destaque, multidão, brilho. Não, não vou falar de carnaval, mas em minha introdução, trago esse para fazer uma analogia à carreira pessoal. Em ambos, é preciso se destacar, brilhar, não ser apenas mais um ou uma na “passarela”. A competição é acirrada (concordo), alguns dizem também que é injusta. No final, quase sempre vence quem tem mais talento!
Vivo no mundo universitário e não me canso de ouvir (e presenciar) que lá fora é uma guerra por uma vaga e eis a questão: como se destacar, ser “o cara”, conseguir ser visto (a),  contratado, obter uma promoção, enfim crescer, ser assediado, e até bajulado (alguns adoram) enfim, como ser um referencial naquilo que faz? 
Tal qual no carnaval, é preciso ralar, no caso profissional, não na passarela, mas é necessário também estar preparado (muito) para que o júri, ou seja, os teus patrões, colegas, enfim teu network te vejam como o destaque na multidão.
Para ilustrar esse pensamento, trago o autor de um dos mais vendidos livros de marketing de 2010, Artur Bender, autor de "Personal Branding". Alguns dos principais pontos destacados pelo autor é que você precisa saber primeiro quem é e, principalmente, onde quer chegar e a partir dai traçar o planejamento para trilhar seu sucesso profissional, colocando seus objetivos no papel e analisando a progressão dos mesmos constantemente.
É necessário fazermos a famosa “fofa” de nós mesmos, ou seja, descobrir nossos pontos fortes, fraquezas, analisar as oportunidades em volta, olhar para traz e ver o que já fizemos que deu muito certo e o que deu errado e porque.  
Pode parecer forte a comparação de Bender quando ele nos compara com produtos e nos põe na gôndola do supermercado indagando quem e porque alguém nos compraria no meio de tantos outros produtos/marcas (profissionais). Mas o que ele quer dizer é que somos marcas e que nossas atitudes, escolhas revelam nosso e o desejo ou não de compra do nosso contratante - o recrutador. 
O fato é que devemos, segundo Artur Bender, construir um diferencial único (que ninguém tenha no mercado) e focar/especializar-se no que temos de melhor a oferecer, sem nunca perder o foco ou deixar de saber para onde estamos indo.
Diplomas, línguas, certificações, de nada adiantam se o profissional não sabe o que quer ou não usá-los a seu favor. Como diz Bender, em uma analogia ao mercado de trabalho, isso pode lhe dar a garantia de entrar no estádio, mas não de jogar a partida. 
É necessário (imperativo eu diria) saber enxergar as oportunidades onde muitas vezes os outros visualizam obstáculos, apontar soluções e encarar os desafios que poderão nos destacar.
O sucesso, segundo o autor, está na diferenciação. Então pense: o que você tem de diferente para apresentar? Você enxerga além ou se conforma com o estabelecido? O que está fazendo para demonstrar seu talento especial? O que lhe dá muito Prazer? Aquilo que você faria sem receber nada em troca. Como você gosta de trabalhar: em equipe, sozinho, em casa, por projetos? Por quê? Por quê trabalha em tal área, tal empresa? O que faz está de acordo com seus valores pessoais? Descreva seus valores no papel. Destaque os que nortearão sua marca
É isso que quer para sua vida? Pense a médio e longo Prazo. Se o incomoda a situação, mude. Analise cada obstáculo, barreira e trace metas para mudar. Enfim, construa sua MARCA PESSOAL!

domingo, 6 de março de 2011

O Mundo da Estradinha

Compartilho com vocês a minha crônica, vencedora do Festival de Comunicação da Unijuí. A escrevi inspirada no local onde nasci.


O MUNDO DA ESTRADINHA

Ah, agora me toma a lembrança daquela estradinha pequena, estreita, pacata, a qual fui transeunte em toda a minha infância e adolescência, naquele vai e vem constante da casa para escola, da escola para casa, na busca do saber da língua que hoje me proporciona libertação. Lá, eu ia presenciando diariamente o suscitar do sol, o desabrochar das flores do campo, cruzando com os pacatos moradores daquele lugar tão longínquo da tal civilização e, cerceado pelos murros que obstaculizam o acesso do tão almejado conhecimento, proporcionador da autonomia de um povo e uma nação. Hoje, distante da pacata estradinha, percebo como o mundo de lá (e não diferente de alguns "mundos" daqui), era tal qual um casulo, mas confesso que mesmo assim, sinto saudades eternas. Não somente por ser aquele o lugar onde nasci e aprendi as primeiras letras, porém também, pelo âmago da cumplicidade e simplicidade existente em cada coisa, pela autenticidade das relações humanas, por toda pureza impetrada nos atos de comunicação, em cada micro ambiente daquele povo: as conversas entre vizinhos, as festinhas da escola, os mutirões comunitários, os casamentos... Ah, também sinto saudades do sino tocando nos domingos, chamando para o culto, e naquele macro ambiente, aquela estradinha se enchia de gente feliz, contando da lida do campo, dos acontecimentos da semana, das novidades, fazendo planos...
Destarte, naquele mundo distante, de variantes lingüísticas e falas informais do “era boi”, “olha a verga brazino”, a vida ia passando, e aquela gente era feliz mesmo “distante do mundo”, aliás, talvez porque para eles, aquele era o único mundo conhecido. Nem o jornal por lá circulava, apenas o rádio e uma e outra TV preta e branca, se configuravam como a única fonte extra de informação e entretenimento, e, não raras vezes, o que dava assunto para o resto da semana. Nesta configuração, a vida fugia, sendo raptada em cada momento fugaz do tempo, que leva consigo, gradativamente, um pouco da vida de cada um, a cada sol poente.
 E, hoje, sob o horizonte de outro por de sol, distante a léguas da eterna estradinha da minha infância e adolescência, levadas pela fugacidade dos dias, e fora do casulo da implícita subordinação inevitável da cultura sobre o desconhecimento, vejo o quanto nos faltavam as “letras” naquele lugar. Éramos sem saber, alienados do pensamento alheio, não podendo assim, vislumbrar nada muito além daquela bela estradinha.
 Observando hoje, todo poder impetrado naqueles que “dominam a língua”, bem como, todas as características de um povo ilustradas na sua comunicação, gostaria de retornar à estradinha, na esperança de ver refletida na comunicação daquele povo que lá deixei, uma eventual libertação.